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Lidando com a DOR %


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26 de setembro de 2016
Dezenove anos servindo às comunidades empresarial e profissional


    Propósito por Trás da Dor  
Por Jim Langley  
Alguém já disse: “Eu não me importaria de sofrer, se não doesse tanto!”. Todos nós pode-mos nos identificar com isso. Já há algum tempo venho lidando com uma dor aguda em minha perna direita – muito intensa às vezes. É espantoso como um ligeiro estreitamento nos discos da coluna pode causar tanto desconforto.   A dor, é claro, surge sob diversas formas, não apenas fisicamente. E é recorrente ao longo de toda a vida. Seja qual for a forma assumida, ela pode facilmente levar ao desespero e ser debilitante, impedindo que apreciemos a vida no dia a dia.  
Muitas mulheres experimentaram a dor associada ao nascimento de um filho. Um de meus amigos já passou por oito cirurgias no joelho. A dor pode assumir a forma de uma angústia mental. O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é apenas um exemplo, afetando desde o soldado que passou por grandes abalos no campo de batalha, até pessoas que trabalham nas emergências e testemunham em primeira mão a dor do sofrimento humano e a morte, ou indivíduos que pessoalmente enfrentaram abusos severos. Há ainda a dor sofrida pelas pessoas afligidas por vários tipos de vícios, e a dor da depressão emocional que causa nas pessoas sentimentos de desesperança. 
 
E para nós, no ambiente de trabalho, não há escassez de dor: objetivos e aspirações não realizados, demissões, negócios fracassados, clientes e contratos perdidos, o não recebi-mento de promoções ou aumento de salário que acreditávamos merecer, dificuldades financeiras, falências, pessoas irracionais com as quais precisamos tratar no trabalho – empregados, chefes ou colegas. 
Existem muitas opções para se lidar com a dor. Podemos medicá-la. Podemos ignorá-la, internalizando-a e nos recusando a reconhecê-la, geralmente para prejuízo nosso no longo prazo. Podemos nos tornar obcecados em buscas que nos ajudem a esquecer da dor temporariamente. Infelizmente, vez por outra ouvimos falar de pessoas que decidiram fugir da dor tirando a própria vida. Nenhuma dessas abordagens, é claro, pode realmente solucionar o problema da dor. Geralmente criam mais dor a ser enfrentada por aqueles que nos são próximos.
 
Felizmente, descobri um meio para lidar com a dor que não falha e ajuda a obtermos uma ferramenta positiva para lidar com seja lá que forma de dor e adversidade surjam em nossa vida!  
Para mim,
1-  sempre começa pela oração e consciência de que Deus tem um propósito em tudo o que atravesso, mesmo que Ele escolha não me deixar conhecer qual seria o Seu propósito. Em Jeremias 29:11 Deus declara: “Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês...planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar danos, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” Mesmo quando não compreendemos a razão para a dor que sofremos, podemos confiar que Deus está plenamente consciente dela e a usará para Seus eternos propósitos – e para o nosso bem.  
2- A experiência me ensinou que também devo confiar que Ele está no controle, continuamente trabalhando para me transformar mais e mais à imagem de Seu Filho. O dito popular “Sem dor, sem ganho” (do inglês: no pain, no gain) não é encontrado na Bíblia, mas há muito de verdade contido nesta frase curta. Eu acredito que com as dores da vida podemos e descobriremos que temos muito a ganhar, se estivermos dispostos a esperar e ter expectativas sobre isso. Como afirma Romanos 5:3-4: “E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus , e essa aprovação cria esperança.”   Quando lidamos com a dor tendemos a implorar para que ela diminua, mas geralmente isso não acontece. Talvez ela passasse mais rápido se aprendêssemos com ela mais depressa, mas mesmo quando ela persiste podemos confiar na afirmação que o apóstolo Paulo fez quando observou: “Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim. Mas Ele me disse: ‘Minha graça é o suficiente para você, pois o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.’’ (II Coríntios 12:8-9). Tendo essa perspectiva podemos orar: “Senhor, humildemente admito que a Tua graça é suficiente para este seguidor de Cristo.” Próxima semana tem mais!   Texto de autoria de Jim Langley, agente e perito em seguros de vida (CLU), da New York Life, desde 1983. Membro ativo do CBMC Santa Bárbara, Califórnia, desde 1987. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes (fortes.sergio@gmail.com)


Questões Para Reflexão ou Discussão  

1. Como você reage à dor em sua vida, pessoal ou profissionalmente, qualquer que seja a forma em que ela se apresente?

2. Devemos apenas sacudir os ombros e aceitar a dor – dificuldades, adversidades e as lutas – como parte da vida e não há nada que possamos fazer a respeito? Explique sua resposta.

3. Que você acha da ideia de que Deus tem um propósito por detrás da dor? Como você se sente quando não pode discernir qual seria esse propósito?

4. O que significa, posto em suas palavras, a declaração de Deus: “Minha graça é o suficiente para você, pois o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.”? Você crê nisso? Por quê?

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos Jó 42:1-6, 10; II Coríntios 12:7-10; Filipenses 1:20; Tiago 4:5-7. 


MANÁ DA SEGUNDA® é uma reflexão semanal do CBMC - Conectando Business e Mercado a Cristo, organização mundial, sem fins lucrativos e vínculo religioso, fundada em 1930, com o propósito de compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com a comunidade profissional e empresarial. © 2013 - DIREITOS RESERVADOS PARA CBMC BRASIL - E-mail: liong@cbmc.org.br -Desejável distribuição gratuita na íntegra. Reprodução requer prévia autorização. Disponível também em alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e japonês.
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