6 - Meu Redentor!
“Quem dera fossem agora escritas as minhas palavras! Quem dera fossem gravadas em livro! Que, com pena de ferro e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha! Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Eu o verei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade o meu coração desfalece dentro de mim.” Jó19.23 a 27
Em meio ao intenso sofrimento pessoal e diante dos diálogos pesados, cheios de acusações de seus amigos, chegamos ao verso central do livro de Jó. Podemos dizer com certeza, que ele estava literalmente inspirado ao fazer a preciosa afirmação
De forma poética ele expressa seu desejo de que suas palavras fossem registradas de forma permanente, escritas, gravadas, esculpidas; registradas no livro, com pena de ferro e com chumbo, na rocha!
Dá vontade de dizer a Jó que seu desejo se realizou, e que hoje, milênios depois, estamos lendo aquilo que ele reconheceu como de extremo valor.
Estamos diante da afirmação central da fé cristã: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.” Primeiro nos chama a atenção a certeza de Jó, a convicção que o sustentou em meio ao imenso sofrimento que viveu. “Eu sei”, aponta para alicerces, fundamentos.
“O meu Redentor vive” é o que ele sabia de todo coração. Ao usar o pronome pessoal ‘meu’, Jó entendeu a pessoalidade com que Deus trata cada um de nós, permitindo ser chamado de ‘meu’; meu Deus, meu pastor, meu Redentor.
A escolha da palavra Redentor não poderia ter sido mais precisa. Em Gênesis3.15 já encontramos a promessa de salvação, logo após o pecado entrar no mundo. E desde então a história da redenção passou a ser escrita; as narrativas sempre apontando para Jesus como o Redentor.
Jó reconheceu o Redentor que vive eternamente, aquele que venceu a morte, levantado sobre a terra.
O impacto desta revelação sobre Jó foi repleto de esperança. Ele viu seu corpo magro, adoecido e fétido, revestido de carne e vida; ele percebeu que os olhos inchados de tantas lágrimas, reconheceria o seu Deus e Senhor; e diante da esperançosa visão, seu coração experimentou uma imensa saudade.
Para nós fica a pergunta: qual o impacto que a história da Redenção tem sobre nós? Que a nossa vida aponte para o Redentor que vive e Reina para sempre!